Andifes publica caderno em defesa das Universidades Federais

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou esta semana o caderno Universidades Federais – Patrimônio da Sociedade Brasileira (arquivo anexado abaixo). O material apresenta uma síntese do contexto atual vivenciado pelo Sistema Público de Universidades Federais e as contribuições das 63 universidades federais, e seus 328 campi, ao desenvolvimento econômico e social do País, assim como o reconhecimento social da qualidade e da importância do sistema, o histórico do financiamento e os compromissos derivados da política de estado prevista no Plano Nacional da Educação (PNE).

De acordo com o presidente da Andifes, reitor Emmanuel Zagury Tourinho, diante da conjuntura de cortes e contingenciamentos orçamentários, o debate sobre o financiamento das universidades públicas volta à pauta. “Nosso objetivo, com esse caderno, é apresentar informações relevantes e esclarecer que não há crise de gestão, mas, sim, há falta de continuidade nas políticas de financiamento das universidades federais”, explica.

O material traz dados sobre o papel social exercido pelas universidades. “Não se trata de um evento, mas de uma ação permanente. Vamos nos unir nesse propósito indispensável de defender as condições de funcionamento das universidades públicas federais”, afirma Tourinho.

Eficiência e produtividade

Para o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, há diferentes serviços privados existentes no Brasil que, comprovadamente, não atendem de modo satisfatório a sociedade. “A universidade pública brasileira tem demonstrado elevada eficiência e produtividade, conforme mostram todos os indicadores”, afirmou.

Ele questionou os critérios adotados pelo Estado, que reduz os investimentos nas instituições públicas e destinam recursos para o setor privado. Observou que a diferença de custeio de 2016 para este ano nas universidades federais foi de R$ 400 milhões, enquanto as instituições privadas ganharam investimentos da ordem de R$ 22 bilhões, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). “Os defensores do mercado falam em insuficiência, incompetência e desperdício quando se referem às instituições públicas. Mas nós estamos mostrando que esta não é a realidade. Trata-se de tentativa de destruir a universidade pública”, criticou.

“Com toda essa crise, com o orçamento drasticamente diminuído, ano após ano, estamos iniciando e concluindo períodos, produzindo ciência e tecnologia em nossos grupos de pesquisa, os nossos trabalhos científicos são publicados em número cada vez maior, nossos projetos de extensão estão funcionando, aumentamos a oferta de cursos e de vagas na graduação e pós-graduação. Então, onde está a ineficiência, o desperdício?”, finalizou.

Conheça o conteúdo do material no arquivo anexado abaixo.

Texto: Assessoria de Comunicação da Andifes e Thereza Marinho
 

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