Cine Metrópolis: três estreias marcam a semana de 11 a 17 de abril

Os filmes Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, Mal nosso e Los silencios (foto) são as estreias da semana do Cine Metrópolis, no campus de Goiabeiras da Ufes. Entre os dias 11 e 17 de abril, o cinema ainda vai continuar a exibir o longa Sobre Rodas e o documentário Pastor Cláudio.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Estudantes da Ufes têm entrada gratuita.

Confira a programação completa.

 

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos (livre)

Esta coprodução luso-brasileira é um ensaio sobre a virtude, as tradições e os rituais dos povos indígenas brasileiros da etnia Krahô. A cineasta brasileira Renée Nader Messora e o diretor português João Salaviza gravaram o filme durante nove meses, depois de terem passado uma longa temporada na aldeia Pedra Branca, terra indígena Krahô no Tocantins, onde vivem 3.500 pessoas.

Na obra, os índios interpretam eles mesmos, falando em seu próprio idioma. Rodado em película 16 milímetros, o longa acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu pai, se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

Ihjãc rejeita este dever e, numa tentativa de escapar de se transformar em xamã, foge para a cidade. Longe do seu povo e de sua cultura, ele vai enfrentar a realidade de ser índio no Brasil atual.

O filme foi premiado no Festival de Cannes, com o Prêmio Especial do Júri da Mostra Un Certain Regard.

Sessão: quinta-feira, 17, às 20h.

 

Mal Nosso (16 anos)

Esta trama de terror e fantasia tem início quando Arthur contrata Charles, um serial killer que deve executar um “serviço” do qual o público só toma conhecimento na metade do longa, depois que o “serviço” é feito.

Arthur é o devotado pai de uma jovem de 19 anos que está prestes a entrar na faculdade e esconde um segredo desde sua juventude sobre algo que pode prejudicar o futuro da moça.

Mal Nosso, do diretor Samuel Galli, passou por 20 festivais internacionais, incluindo grandes vitrines estrangeiras para o cinema de terror e fantasia.

Sessões: quinta-feira, 11, às 18h30; sexta-feira, 12, às 18h30; sábado, 13, às 17h30; segunda-feira, 15, às 18h30; terça-feira, 16, às 16h.

 

Los Silencios (12 anos)

Drama nacional dirigido por Beatriz Seigner, o filme foi gravado na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e no rio Amazonas. Trata da história de Amparo, que, fugindo de um conflito armado com seus dois filhos Nuria e Fábio, chega a uma pequena ilha no meio da Amazônia.

O pai e uma filha do casal desapareceram em um acidente e não se sabe se estão mortos, se fugiram ou se foram raptados. Tempos depois, o pai reaparece na nova casa e a família passa a ser assombrada por esse estranho segredo.

Los Silêncios mistura misticismo, espiritualidade e crítica político-social aos acontecimentos recentes na América Latina.

Sessões: quinta-feira, 11, às 20h10; sexta-feira, 12, às 20h10; domingo, 14, às 17h30; segunda-feira, 15, às 20h10.

 

Sobre Rodas (livre)

Essa obra nacional do diretor Mauro D’Addio aborda a realidade enfrentada por Lucas, um garoto de 13 anos que, após um acidente, fica paraplégico e começa a se adaptar a essa nova vida com o uso da cadeira de rodas. Após um ano afastado por licença médica, Lucas chega a uma nova escola e conhece Laís, uma colega de classe que também enfrenta um drama: não conhece o pai, cuja única lembrança é uma antiga foto rasgada.

Quando Laís decide encontrar o paradeiro do pai, ela chama o amigo para acompanhá-la e Lucas, que acabara de ganhar um aparelho elétrico (que permite que a cadeira de rodas vire um triciclo motorizado), aceita. Os dois amigos partem, então, em uma grande aventura que envolve sustos, descobertas e companheirismo.

Sobre Rodas foi o vencedor na categoria infantil no Festival de Toronto em 2017, tendo sido também premiado no Festival Internacional de Filme Infantil, em Chicago, e na Mostra Geração, no Festival do Rio.

Sessões: sexta-feira, 12, às 16h30; domingo, 17, às 16h.

 

Pastor Cláudio (10 anos)

Documentário brasileiro escrito e dirigido por Beth Formaggini, o filme mostra o encontro histórico entre o bispo evangélico Cláudio Guerra (ex-delegado responsável por assassinar e incinerar opositores à Ditadura Militar no Brasil – 1964 a 1985) e Eduardo Passos, psicólogo e ativista dos Direitos Humanos, que trabalha no atendimento às vítimas da violência do Estado.

No documentário, o Pastor Cláudio revela, dentre outros crimes, como fazia para desaparecer com corpos. Para tanto, o pastor, que hoje é membro ativo da comunidade evangélica, é respaldado pela Lei da Anistia. Com a abertura política, Cláudio atuou na segurança pública.

O longa participou de vários festivais e ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Vitória 2018.

Sessões: quinta-feira,11, às 17h; sábado, 13, às 16h; terça-feira, 16, às 20h30.

 

Texto: Adriana Damasceno
Edição: Thereza Marinho

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