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Combate à LGBTfobia é tema de exposição na Biblioteca Central

A partir desta quarta-feira, 30, a Biblioteca Central da Ufes, no campus Goiabeiras, recebe a exposição Transpotências, que reúne fotografias que registram o cotidiano de três mulheres travestis e transexuais residentes em Vitória. A mostra estará montada no primeiro andar da Biblioteca e poderá ser visitada até o dia 29 de junho, de segunda a sexta-feira, das 7 às 21 horas.

A abertura da exposição será às 19 horas do dia 30, quando vai acontecer um bate-papo com a participação do coordenador Estadual de Políticas Públicas para LGBTs, Marcos Vinícius Cordeiro; da servidora da Ufes e conselheira Estadual LGBT, Viviana Corrêa; e de Aidê Malanquini, fotógrafa que assina a exposição.

Inspirada na obra “Engenharia Erótica: travestis no Rio de Janeiro”, de Hugo Denizart, publicada em 1997, o projeto conta com a curadoria da fotógrafa Luara Monteiro. Idealizada por Aidê em parceria com Pablo Rocon – pesquisador que trabalha com população transexual no universo acadêmico – a exposição soma-se à III Quinzena Estadual de Atividades Contra a LGBTfobia.

Transexualidade

A artista, cujo foco da produção sempre foi a questão da mulher na sociedade, afirma que nunca havia trabalhado com a temática da transexualidade. Depois de uma conversa com Roncon e de identificar no amigo a necessidade de transpor seu conhecimento teórico para além dos muros da universidade, Aidê sentiu que poderia retomar seu trabalho fotográfico. “O Projeto Transpotências surgiu para mim como uma maneira de reverberar, por meio de outras linguagens, questões que eu já vinha amadurecendo durante minha trajetória como atriz, pesquisadora, dramaturga e professora”, explica ela.

As 39 fotografias expostas na Biblioteca visam provocar a reflexão acerca de estereótipos baseados no desconhecimento sobre o tema, além de ser uma oportunidade de discutir o machismo que pauta o cotidiano feminino e colaborar para a criação de um novo olhar sobre a transexualidade. “Acredito que as mulheres trans se encontram no pior lugar desse ciclo de opressão. Elas são invisibilizadas, têm sua feminilidade negada e, muitas vezes, não são reconhecidas nem mesmo pelas mulheres cis (aquelas que nasceram e foram registradas como mulher e se identificam com esta condição). Assim, esse tema é necessário porque não acredito que eu deva lutar sozinha contra o que oprime todas as mulheres”, finaliza Aidê.

A mostra conta com o apoio da Secretaria de Cultura da Ufes.

Texto: Adriana Damasceno
Edição: Thereza Marinho

 

 

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