Museu de Ciências da Vida celebra aniversário com atividades nos dias 9 e 10

Nos dias 9 e 10 de março, os campi de Goiabeiras e Maruípe vão sediar eventos em comemoração aos dois anos de atividade do Museu de Ciências da Vida (MCV) em seu espaço definitivo. Dentre as atividades da programação, está a apresentação inédita de um corpo humano plastinado (foto), produzido com essa técnica pela primeira vez na América Latina. A abertura do evento vai acontecer no Cine Metrópolis, às 14 horas do dia 9, com entrada gratuita. Confira, no anexo, os horários e locais de todas as atividades.

Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário no link https://forms.gle/xHGZFXZLntvLRGoW9 e aguardar a confirmação, que chegará por e-mail. As vagas são limitadas a 170 participantes para as palestras e 50 para a visita técnica ao Laboratório de Plastinação. O participante deve assinalar, no ato da inscrição, se pretende realizar a visita técnica.

O Museu de Ciências da Vida é referência nacional na área de museus relativos ao corpo humano e domina o setor de tecnologia de plastinação, que é uma técnica de conservação de corpos e tecidos biológicos que aumenta a durabilidade dos elementos. Nessa forma de conservação, água e lipídeos são substituídos por um polímero, que pode ser silicone ou resina.

O MCV possui, ainda, a maior peça plastinada do Brasil (um torso) e vai lançar, durante o evento comemorativo, a peça Tomografia, trazendo um corpo humano inteiramente fatiado e plastinado que só é produzido em poucos países do mundo, como Alemanha, Espanha, Estados Unidos e China.

Espaço permanente

O Museu, que era itinerante, está desde 2018 em um espaço permanente, localizado no campus de Goiabeiras, entre a Diretoria de Assistência à Saúde (DAS) e a Livraria da Ufes. Segundo o coordenador do MCV, Athelson Bittencourt, quando o Museu passou a ter um local permanente, a sociedade teve um ganho, pois, com um local adequado à finalidade de um museu, muitas ações puderam ser colocadas em prática. “Quando a gente está itinerando, ficamos limitados em função dessa realidade, que envolve custos, imprevistos e danos materiais que podem ocorrer. Em um espaço permanente, planejado, estudado, tivemos um ganho importante e pudemos pensar a longo prazo em outras ações”, analisa ele.

A questão da acessibilidade também vem sendo solucionada com a instalação na sede atual. “Garantir o acesso de todos é uma preocupação que sempre tivemos e, nesse sentido, eu acho que foi um ganho muito grande”, diz Bittencourt.

O Museu conta, atualmente, com cerca de 80 estudantes de graduação que atuam como mediadores em diversos projetos e ações, tanto na sede do MCV, em Goiabeiras, quanto no Laboratório de Plastinação, em Maruípe, o qual produz material que alimenta o acervo do Museu. São atividades voltadas para a população, como palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e drogas, além de oficinas de desenho do corpo humano. “Produtos dessas oficinas já se tornaram exposição. É uma oportunidade que se cria para uma rede de atores interessados em crescer com o Museu”, ressalta o coordenador.

Mesmo com todas as questões positivas trazidas pela fixação de uma nova sede, Bittencourt garante que há vantagens na itinerância, como o fato de conseguir chegar a públicos que, geralmente, não teriam condições de conhecer um acervo como o do MCV: “O fato de a gente ter se instalado permanentemente aqui, na verdade, vai contribuir com o desenvolvimento do projeto de itinerar. Então, pensamos em ter um acervo para realizar ações itinerantes não só no Espírito Santo, mas em todo o Brasil”.

Programação

O evento conta com palestras, debates e visita técnica orientada. Abrindo a celebração, os professores Athelson Bittencourt e Tânia Delboni (pró-reitora de Extensão e colaboradora do Museu) dão as boas-vindas aos presentes no Cine Metrópolis. Na sequência, uma palestra com atores que interagem com o Museu de diferentes formas e uma apresentação dos resultados e perspectivas do MCV, feita por bolsistas do espaço.

O aguardado lançamento da peça Tomografia acontece na tarde de segunda-feira. Apresentada pelo coordenador do Museu e pelo pesquisador Yuri Monteiro, a peça é resultado de dois anos de trabalho e pesquisa, e tem como objetivo expor, em peças reais, as imagens buscadas no exame de tomografia computadorizada. Uma discussão acerca do tema Museu como instrumento de transformação social encerra o primeiro dia de comemorações.

A manhã de terça-feira começa ainda em Goiabeiras, com palestras sobre os museus pelo mundo, trazendo experiências de espaços localizados em países como México, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, China, Itália, Espanha e França, e sobre a vivência de Bittencourt no Museu de Anatomia Veterinária da Universidade de Murcia, na Espanha.

Na parte da tarde, os participantes serão direcionados ao campus de Maruípe para realizar a visita técnica ao Laboratório de Plastinação da Ufes. Lá, o grupo conhecerá a estrutura laboratorial e o procedimento de plastinação, além de observar o processo de dissecção e preparação de espécimes humanos e veterinários.

Para obter mais informações sobre o evento comemorativo, os interessados devem enviar e-mail para ufes.mcv [at] gmail.com. Para conhecer os trabalhos realizados pelo MCV, o público pode acessar o site www.mcv.ufes.br ou visitar o Museu de terça a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 14 horas às 17h30. Aos sábados, o atendimento acontece das 9 às 13 horas. Visitas de grupos e escolas (máximo de 35 pessoas) devem ser agendadas previamente por meio de inscrição no endereço http://www.mcv.ufes.br/agendamento.

 

Texto: Adriana Damasceno

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