Representantes religiosos celebram na Ufes os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

Representantes religiosos de diversas denominações se reuniram na Ufes nesta segunda-feira, 10, para uma cerimônia inter-religiosa que celebrou e promoveu uma reflexão sobre os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A cerimônia foi realizada no auditório Manoel Vereza, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), campus de Goiabeiras, e contou com a presença da vice-reitora Ethel Maciel; da representante da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Ufes, Cláudia Murta; da representante da Igreja Católica, Irmã Rita; do representante da religião muçulmana, Hadi Kaliffa; do representante da Fé Bahá`Í, Eduardo Carreiro; do representante das religiões de matriz africana, Iljorvanio Silva; do representante da Doutrina Espírita, Cleber Cioto; do representante da Igreja Luterana, Leonildo Shuz; e do representante da Associação da Igreja Metodista, José Tarcísio Pinto.

A vice-reitora Ethel Maciel destacou a importância desta celebração nos dias atuais: “A última pesquisa do IBGE mostra que, no nosso estado, são 38 mil pessoas que, este ano, entraram na linha da extrema pobreza. São pessoas que vivem com menos de 140 reais por mês. Enquanto houver uma pessoa que durma neste país com fome, nós precisamos defender os direitos humanos”.

Os demais representantes também destacaram a relevância de defender os direitos humanos. “Não devemos deixar que nenhum direito se perca. Precisamos exigir isso dos nossos governantes”, destacou Irmã Rita. “Precisamos fazer deste mundo um lugar melhor para todos. Os extremos de pobreza e riqueza devem ser eliminados”, afirmou Eduardo Carreiro, da Fé Bahá`Í.

Para Iljorvanio Silva, representante das religiões de matriz africana, todas as crenças devem se unir em prol de um bem maior, que é a paz e a garantia dos direitos humanos. “Nós não somos iguais, somos diferentes. Temos que aprender a conviver com as diferenças. Estamos em uma tendência de uniformização, de invisibilização das diferenças. Este é um discurso muito perigoso”, apontou.

O representante da Igreja Luterana, Leonildo Shuz, destacou a importância de se ensinar sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Os artigos da declaração precisam ser mais conhecidos, até por nós próprios. Muitas vezes nós, que estamos à frente de instituições de fé, que deveríamos contribuir para o seu cumprimento, nós nos acovardamos”, disse.

Durante a cerimônia, as cantoras Raquel Passos, da Igreja Católica, e Cecília Gorl, da Igreja Luterana, entoaram cânticos de exaltação à fé, à tolerância, ao respeito, e à valorização da dignidade humana. 

Documentário

Após a celebração, foi exibido o documentário Refúgio.Doc, que mostra a história de refugiados que vivem no Espírito Santo. O documentário foi  comentado pelos professores da Ufes Brunela Vincenzi, do Departamento de Direito; Gabriela Alves; do Departamento de Comunicação Social; e Marcus Neves, do Departamento de Teoria da Arte e Música.

As atividades integram a programação do evento 21 Dias de Ativismo pelos Direitos Humanos, que teve início no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, com o hasteamento da bandeira dos Direitos Humanos em frente ao Teatro Universitário. Desde então, diversos eventos foram realizados, como o seminário Respeita as Mina!; a 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, no Cine Metrópolis; e rodas de conversa sobre temas como Mulheres na Política e a Política para Mulheres, e Direitos Humanos e Segurança Pública. Em frente ao Restaurante Universitário do campus de Goiabeiras, uma tenda reuniu estudantes do Ensino Médio para discutir sobre violência e Direitos Humanos.

No dia 5 de dezembro, a Administração Central da Ufes também realizou uma solenidade em homenagem aos 30 Anos da Constituição Federal Brasileira e em defesa da democracia. Toda a programação foi gratuita e aberta ao público.

Encerrando a programação, nesta terça-feira, 11, o professor catedrático da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos vai ministrar a palestra As Epistemologias do Sul e a Defesa da Universidade, às 18h30, no Teatro Universitário. Devido à capacidade do Teatro, a participação neste evento depende de inscrição prévia.

 

Texto e foto: Thereza Marinho

 

 

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