A instituição
É na década de 30 que começam a surgir as primeiras escolas de ensino superior do Espírito Santo, sendo as pioneiras as faculdades de Farmácia, Odontologia e Direito. Outras se formaram nos anos seguintes. Em 1951 dá início o governo de Jones dos Santos Neves. Em seu plano de desenvolvimento do Estado, Santos Neves prevê a criação de uma Universidade. Em 1953 cria-se o anteprojeto de estatuto da futura Universidade do Espírito Santo. No ano seguinte, finalmente, é
criada a primeira universidade em território capixaba.
A nova instituição era composta por escolas isoladas de ensino superior, que passou a ser denominadas de institutos universitários. Eram sete institutos: faculdades de Medicina; de Filosofia, Ciências e Letras; de Odontologia; de Química Industrial e Farmácia; a Politécnica; de Música; e de Belas Artes. O primeiro reitor nomeado foi o professor Ceciliano Abel de Almeida, que tinha como principal desafio a integração de escolas independentes que mantinham suas tradições e especificidades.
Em junho de 53 o Conselho Universitário da nova Universidade realizou sua primeira sessão e, assim, estava constituída a instituição de ensino superior do Espírito Santo. Com a instalação do Conselho Universitário, destinou-se uma área na localidade de Maruípe, na capital, onde fundou-se a cidade universitária, e onde hoje funciona o Centro de Ciências da Saúde e o Hospital Universitário.
Formada por faculdades autônomas, o funcionamento da primeira universidade foi marcado por dificuldades de ordem acadêmica e administrativa. Ao final da década de 50 as discussões políticas no Estado giravam em torno da transferência do sistema de ensino superior para o âmbito federal. O objetivo final era a federalização da Universidade do Espírito Santo. Nos últimos dias de dezembro de 1960, o então presidente Juscelino Kubitschek enviou mensagem ao Congresso Nacional propondo a federalização da Universidade.
Aprovado no Congresso, o projeto foi encaminhado à sanção presidencial, o que aconteceu em 30 de janeiro de 1961. Diz a história que este foi o último ato de Juscelino Kubitschek na presidência da República. O projeto teria sido levado até o presidente, que se despedia de seus assessores no palácio, pelas mãos do então deputado federal capixaba Dirceu Cardoso, que saiu correndo do Congresso até o Alvorada levando consigo o processo. Cardoso, já falecido, tinha como maior orgulho era o de ter sido o principal artífice da criação da Universidade Federal do Espírito Santo.
A partir da década de 60, com a sua federalização, a Universidade ganhou nova e consistente estrutura administrativa e acadêmica, promoveu a efetiva integração das escolas isoladas, instalou seus campi universitários, ampliou o número de cursos, modernizou-se, organizou quadros docentes e técnicos com profissionais de carreira e tornou-se, ao longo dos anos, a principal instituição educacional do Espírito Santo.
Missão
Gerar avanços científicos, tecnológicos, artísticos e culturais, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, produzindo e socializando conhecimento para formar cidadãos com capacidade de implementar soluções que promovam o desenvolvimento sustentável.
Visão
Ser reconhecida como instituição pública multicampi no Espírito Santo, de excelência nacional em ensino, pesquisa e extensão, consolidando a sua atuação de forma integrada com a sociedade e comprometida com o desenvolvimento sustentável.
Valores
- Comprometimento e zelo com a Instituição.
- Defesa da Universidade gratuita como bem público.
- Busca permanente da excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão.
- Atuação calcada nos princípios da ética, democracia e transparência.
- Respeito à justiça, à eqüidade social, à liberdade de pensamento e de expressão.
- Compromisso com o coletivo, a pluralidade, a individualidade e a diversidade étnica e cultural.
- Responsabilidade social e interlocução e parceria com a sociedade.
- Preservação e valorização da vida.
Fonte: Secretaria de comunicação e NPD



