O Teatro Universitário recebe, a partir do dia 24 de abril, a comédia de esquetes Agora é que são elas!, estrelado pelas atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco. Escrita pelo humorista Fábio Porchat, a peça terá quatro sessões, de sexta-feira a domingo, e está com ingressos à venda pelo site Sympla e na bilheteria do teatro (de terça a sexta, das 14 às 19 horas).
Para montar o espetáculo, Porchat misturou textos recém-criados e outros que, apesar de escritos em 2004 e 2005, revelam conexão com a década de 2020. “É um humor de identificação, há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.
Na época, Porchat era estudante da Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e chegou a encenar algumas esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo. “Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, diz.
Entre as nove histórias que compõem a comédia, Superstição destaca o reencontro de duas amigas que não se viam há anos. Uma delas acredita cegamente em superstições, enquanto a outra é puro ceticismo. Já Selfie retrata um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma fotografia, começa a listar defeitos na artista que supostamente admira. A cena mais recente, intitulada Meu bebê, apresenta um casal comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas.
Sucesso
A primeira temporada de Agora é que são elas! conquistou o público. O espetáculo estreou com casa cheia em março de 2024, no Festival de Curitiba, e lotou por quatro meses o Teatro dos Quatro. Depois, passou por uma curta temporada com ingressos esgotados em Niterói. Para Porchat, o sucesso da montagem vem do trabalho em equipe.
“A peça é despretensiosa. São três grandes comediantes no palco, elas dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona sendo feito por comediantes que acreditam nele e que sabem pegar esse texto e ir além. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível”, diz o autor.
Universidade Federal do Espírito Santo