Seminário apresenta resultados de projeto realizado com crianças e jovens indígenas

Comemorando um ano de atividade, o projeto de extensão Tupiabá realizará, de 20 a 23 de abril, o Seminário Por Carta: escrita mundo-terra em diálogos com as infâncias e juventudes indígenas para o mundo em tempo de pandemia. O evento on-line traz o resultado das ações do projeto, que promoveu a troca de mensagens entre crianças indígenas de aldeias do Espírito Santo e da Bahia e participantes de todo o Brasil, com o objetivo de interconectar as infâncias dos povos originários com o mundo, diante da pandemia, além de provocar a reflexão sobre o processo de devastação ambiental.

Os interessados ainda podem se inscrever por formulário on-line. Serão oferecidas 400 vagas. Dividido em quatro lives, o evento será transmitido pelo canal da TV Uneb - Seabra no YouTube, às 19 horas. Abrindo o Seminário, no dia 20, será transmitido o debate Carta Tempo, mediado por indígenas ativistas e professores da aldeia, "trazendo reflexões da cura da Terra, pela conscientização do bem viver na preservação da memória-história ancestral como possibilidade de reconstituição planetária".

A live Carta Mundo, em 21 de abril, apresentará as trocas de experiências das escritas cartográficas e das composições estéticas das vídeo-cartas. Já no dia 22, será apresentada a Carta Terra, com as escritas das cartas produzidas pelas infâncias e juventudes indígenas das aldeias participantes. Por fim, a live Carta Vida encerrará o Seminário em 23 de abril, com o lançamento do livro Guardiões e guardiãs da terra e do céu: cartas originárias de crianças indígenas para o mundo, seguido de um debate sobre a obra.

Livro

Lançada pelo Projeto Tupiabá neste mês de abril, a obra Guardiões e guardiãs da terra e do céu: cartas originárias de crianças indígenas para o mundo reúne os resultados de ações realizadas nas aldeias Pé do Monte e Trevo do Parque, situadas no Monte Pascoal, na Bahia, e nas aldeias Pau Brasil, Comboios e Irajá, no Espírito Santo. O livro, dividido em dois volumes, traz as cartas trocadas entre as crianças das aldeias e voluntários de todo o Brasil, além de textos e poemas das professoras indígenas que atuam nessas aldeias e de outros participantes do Projeto Tupiabá.

As mensagens para as crianças foram enviadas pelo site do Projeto e, depois de impressas, chegaram às aldeias pelas mãos das professoras indígenas que mediaram o processo de distribuição e colaboraram com a leitura das cartas para as crianças. Também foram entregues materiais como lápis de cor, giz de cera e cartões postais, para escrever ou desenhar as respostas para os correspondentes. "Nesta jornada de combate ao novo coronavírus, o diálogo com essas aldeias foi ancorado em como a população indígena percebe-se neste contexto e no que as infâncias desses povos originários têm a dizer para o mundo, a partir de suas sabedorias da terra e do céu, como seus guardiões", explica a professora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) Marina Miranda, uma das coordenadoras do projeto.

Além de Marina, colaboraram com a organização do livro as professoras e coordenadoras do Projeto Tupiabá Fernanda Camargo, da Ufes; a coordenadora do curso de Licenciatura Intercultural Indígena (Prolind/Ufes), Celeste Ciccarone; e o professor da Educação Básica no município de Cariacica Fábio Strelhow.

A versão digital do primeiro volume da obra está disponível para acesso na plataforma Tupiabá: http://projetotupiaba.com.br/.

 

Texto: Nábila Corrêa
Edição: Thereza Marinho

 

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