Ufes e Secretaria de Educação se reúnem para propor novas formas de ingresso nos cursos de graduação da Universidade

07/10/2026 - 18:18  •  Atualizado 07/10/2026 18:31
Texto: Leandro Reis     Edição: Thereza Marinho
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Foto da reunião

A Ufes e a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) se reuniram na tarde desta quarta-feira, 7, para discutir novas formas de ingresso nos cursos de graduação da Universidade. No encontro, as instituições manifestaram interesse em estabelecer parcerias para ampliar as possibilidades de acesso dos estudantes ao ensino superior na Universidade. Para dar seguimento à proposta, será elaborado um protocolo de intenções e instituído um grupo de trabalho para se debruçar sobre o tema, estabelecendo objeto, plano de trabalho e cronograma de atividades.

O encontro aconteceu no Gabinete da Reitoria e contou com as presenças do reitor Eustáquio de Castro; da secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo Pereira; do chefe de Gabinete, Gustavo Cardoso; da diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; da pró-reitora de Graduação, Regina Godinho; do diretor do Centro de Ciências Exatas (CCE), Etereldes Gonçalves; e de membros da equipe da Sedu.

O reitor Eustáquio de Castro definiu a parceria como um avanço para a Universidade. “Falar de formas de ingresso é sempre complicado, porque temos muitas ideias, mas é difícil consolidar. Mas dessa reunião já estamos partindo para propostas concretas”, disse. Uma das propostas discutidas foi a avaliação seriada dos alunos, que permitiria um acompanhamento mais amplo da sua vida escolar, segundo a secretária de Estado da Educação. “A proposta é que tenhamos avaliações desde o nono ano do ensino fundamental, e não só no final do ensino médio, como é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”, disse Andréa Pereira.

Segundo a secretária, as avaliações anuais contribuiriam para reduzir a evasão escolar nas escolas da rede estadual. “A gente sabe que, às vezes, o estudante da escola pública vê o ingresso na universidade como algo muito distante e acaba abandonando a escola por falta de interesse. A avaliação seriada traz uma nova perspectiva para os estudos, porque essa falta de interesse pode ser falta de propósito. Assim, desde o nono ano, ele já teria um objetivo para os seus estudos”, afirmou.

Para o coordenador do Grupo de Trabalho e diretor do CCE, Etereldes Gonçalves, novas formas de ingresso na Ufes ajudariam a ocupar, inclusive, vagas ociosas oriundas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além da avaliação anual, o professor pensa em propor medidas alternativas. “Estamos pensando em vagas olímpicas, de olimpíadas científicas, principalmente para as vagas ociosas. Outra forma seria a vaga de atleta. Ter atletas formados na Ufes aumentaria muito a projeção positiva da Universidade”, avaliou.

Foto: Leandro Reis

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